sábado, 29 de maio de 2010

PRÓTESE DE PALATO

Prótese de palato obturadora com bulbo faríngeo (repondo todos os dentes) com essa protese conseguimos recoloca la em convivio com a sociedade
Prótese de palato obturadora em posição ESSE PACIENTE DO SEXO FEMININO sofreu uma extraçao em serie por um colega de uma cidade proxima que desconhecia o tratamento causando assim um gde problema psicologico p ela

Paciente desdentado com palato aberto (fenda ampla) paciente que acompanhei durante meu curso de especializaçao em protese de palato no HOSPITAL DE ANOMALIAS DA USP DE BAURU


Prótese de palato obturadora com bulbo faríngeo






Prótese de palato obturadora em posição




Paciente com palato aberto (fenda ampla) apresentando todos os dentes














O que é prótese de palato?
A prótese de palato consiste num aparelho removível, que possui uma extensão fixa em direção à rinofaringe (região da garganta), o bulbo, cuja função é atuar dinâmica e funcionalmente em interação com a musculatura da faringe, no controle do fluxo de ar oro-nasal. É colocada no palato, popularmente conhecido como céu da boca, presa aos dentes, podendo repor dentes ausentes quando necessário.

Primeiro, vamos compreender como ocorre a fala?
Vamos compreender como ocorre a fala antes de explicar a atuação da prótese de palato.
Na expiração, o ar sai dos pulmões e passa pela laringe fazendo vibrar as pregas vocais. Estas, produzem ondas sonoras, que saem pela cavidade oral e/ou nasal e são percebidas pelos ouvidos como a fala. O que determina a direção do fluxo de ar pela boca, ou pela boca e nariz é o esfíncter ou válvula velofaríngea. No repouso, quando tal musculatura se encontra relaxada, existe um acoplamento entre as cavidades oral e nasal. Tal condição é necessária durante a respiração nasal e a produção dos sons nasais da fala. Já a produção dos sons orais, tanto quanto a realização de funções como a deglutição, a sucção, o sopro e o assobio requerem a ação da musculatura envolvida no fechamento do esfíncter velofaríngeo resultado na separação das cavidades oral e nasal.
O padrão normal de fechamento do esfínter velofaríngeo é realizado por três atividades distintas, porém integradas, da musculatura velofaríngea, resultando numa função do tipo esfinctérica.
A atividade esfinctérica da válvula velofaríngea envolve concomitantemente, os seguintes componentes:
movimento para cima e para trás do palato mole;
movimento mesial da musculatura das paredes laterais da faringe em direção às margens laterais do véu palatino;
deslocamento anterior da parede posterior da faringe.
Nem todos os falantes normais utilizam todos os três componentes com a mesma intensidade para obter o fechamento velofaríngeo. Variações individuais quanto à presença com maior predominância de um ou mais padrões de movimento durante a produção da fala, podem ocorrer.
Assim, para que um indivíduo produza os sons da fala de forma normal, além de boa articulação, um dos aspectos mais importantes que deve ser levado em consideração, é o equilíbrio perfeito da ressonância oro-nasal, resultante do funcionamento adequado da válvula velofaríngea.
Caso isso não aconteça, o ar sai também pela cavidade nasal produzindo uma fala com ressonância predominantemente nasal, que se percebe como sendo fanhosa. Dizemos, portanto, que ocorreu uma disfunção velofaríngea, ou seja, o fechamento do esfínter velofaríngeo não ocorreu e o ar que deveria sair só pela boca saiu também pelo nariz














O que causa a disfunção velofaríngea?
Há duas causas da disfunção velofaríngea:
Insuficiência velofaríngea: quando falta tecido para efetuar o fechamento velofaríngeo.
A insuficiência velofaríngea ocorre nos seguintes casos:
fissura de palato não operada;
fissura submucosa de palato;
insuficiência de tecido residual após a cirurgia de palato;
palato curto ou nasofaringe profunda que pode ser congênita ou adqüirida;
defeitos adquiridos após remoção de tumores/traumas.
Incompetência velofaríngea: quando ocorre uma incapacidade dos tecidos de se contraírem para a realização do fechamento velofaríngeo, ou seja, quando há uma falha funcional na atividade esfinctérica entre o palato mole e/ou paredes laterais e posterior da faringe. Esta definição deve incluir, não somente falhas no fechamento velofaríngeo, mas também falhas nas seqüências ou padrões inapropriados na duração e precisão dos movimentos do esfíncter.
A incompetência velofaríngea ocorre nos seguintes casos:
a) Alterações funcionais das estruturas velofaríngeas devido à problemas neuro-musculares, causados por:
paralisia parcial ou total do palato
miastenia gravis
poliomielite bulbar
traumatismo craniano
doenças degenerativas do sistema nervoso central ou periférico
acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame
b) Alterações funcionais das estruturas velofaríngeas devido a uma falha de aprendizagem, causadas por:
presença de distúrbios articulatórios compensatórios (golpe de glote, fricativa faríngea, etc)
emissão de ar nasal durante a fala
fraca pressão intra oral, durante a fala
Em ambas as situações, como há uma perda indesejável de ar e de ondas acústicas pela cavidade nasal, ocorre uma alteração da ressonância de fala.
A predominância da ressonância nasal excessiva na fala, é que leva à hipernasalidade, mais conhecida como fala fanhosa.
O diagnóstico diferencial da disfunção velofaríngea (insuficiência ou incompetência) é fundamental para a definição de conduta quanto ao tratamento mais indicado. Este diagnóstico é realizado pelo fonoaudiólogo.








Formas de tratamento da disfunção velofaríngea
1) Nos casos de insuficiência velofaríngea (falta de tecido para a realização do fechamento velofaríngeo) pode-se indicar:
1.1) cirurgia1.2) prótese de palato com bulbo faríngeo
OBS: O encaminhamento para a cirurgia ou para a prótese de palato, nestes casos, vai depender das condições clínicas de cada paciente e da própria opção do mesmo, em realizar um ou outro tipo de tratamento.
2) Nos casos de incompetência velofaríngea (incapacidade de contração dos tecidos para a realização do fechamento) :
2.1) Quando há comprometimento neurológico, a manifestação clínica é a presença de paralisia total ou parcial do palato e/ou paredes faríngeas. O uso da prótese elevadora do palato é o tratamento mais indicado para a incompetência velofaríngea quando associada à presença de paralisias envolvendo os músculos do esfíncter velofaríngeo. A cirurgia estaria contra-indicada, pois nos casos não-progressivos o paciente poderia apresentar uma recuperação dos movimentos do palato e paredes faríngeas, com o tempo. Já, nos progressivos, pode ocorrer uma deterioração destes movimentos, invalidando a funcionalidade de uma cirurgia.
2.2) Quando a causa é funcional por problemas de aprendizagem, indica-se apenas a fonoterapia.








Quais são os tipos de prótese?
Há dois tipos de próteses, a obturadora e a elevadora:
Prótese obturadora:
a) sem bulbo faríngeo: utilizada para obturar fístulas no palato duro que pode ocorrer em pacientes com palato resseccionado por neoplasias malignas, e em alguns fissurados de palato congênito que ainda apresentam fístulas após a cirurgia.
b) com bulbo faríngeo: utilizada quando o palato não apresenta tecido suficiente para a realização do fechamento velofaríngeo.
Como o próprio nome diz, a prótese obturadora serve para obturar o palato, ou seja, para vedar o palato e bloquear o escape nasal de ar, quando há fístulas ou ausência de tecido no palato. Em outras palavras, a prótese obturadora substitui o tecido ausente no palato.
Prótese elevadora:
Consiste em um aparelho intra-oral removível com uma extensão (porção elevadora) feita de resina, a qual tem a finalidade de elevar o palato mole em direção à parede posterior da faringe.

2 comentários:

  1. Eu necessito de prótese da glote (campainha)para melhorar a minha voz. Sou operado de fenda palatina e paciente do Centrinho. Mas o hospital não me chama para dar continuidade ao tratamento.
    O que fazer?
    Onde conseguir uma prótese mais rapidamente, mesmo que eu tenha que pagar por isso?
    Claudemir Buzzo

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  2. Afinal depois de tudo o que se disse, quem é que confecciona estas próteses?....o protesista ou protético? miltonpluss@gmail.com estudante do 2 semestre de prótese dentária na faculdade facig Guarulhos SP.

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